Os da meus, do meu tempo.
Ah! eles não perdem tempo.
É... eles nem têm tempo.
Só trilham estradas planas.
Embora façam planos...
de como e de quando...
ter, ter, vender, ser, ter.
- O que me importa você?
eles têm sorte, concorda?
São tantas informações...
noções, chavões e lições...
E o destino aos beliscões.
Mas eles não têm tempo...
Ler, ser, melhor vender...
em estradas planas...
não sendo, não têm plano...
O que planto? melhor colher...
correr, os falta tempo...
Se quiser o meu, eu vendo...
E tento, inclusive sorrir...
Mas eles são do meu tempo...
Eu perco tempo, eu lento...
E vendo, sorrisos por ai...
Sorrio porque tenho tempo...
Porque sinto o vento, bater.
O Céu abrir, o sol arder...
ser, ser, ser...
Felipe Loureiro
Deixei saudades...
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