quarta-feira, 9 de abril de 2008

Crise Brasileira

Como podemos explicar todos os problemas políticos, que o nosso Brasil vem vivendo? Na minha singela opinião, o modelo democrático escolhido por nossos detentores do poder, desde 1891, sempre teve um caráter representativo. Este modelo carrega em seu bojo a marginalização da grande massa, inicialmente através de mecanismos objetivos de exclusão, hoje em dia na onda da metafísica, os mecanismos de exclusão obedecem a um caráter subjetivo.
Nossa carta magna não estabelece que em um país com 90% de analfabetos, somente alfabetizados votem, não estabelece que as mulheres estão alijadas do sistema politico, quisera eu ter o artifício da ignorância e gritar um belissimo "graças a Deus", em virtude de tantas coisas boas.
Agora sim, temos o dever de sermos cidadãos, ainda mais que a execução do direito de votar ou ser votado é o único determinante para a cidadania, pouco importa o que você pensa, caso você pense. Ler, escrever, até mesmo comer. Nota-se claramente que vivemos em um país que para ser cidadão basta você cumprir com seu dever eleitoral, seria um direito, mas...
Vivemos em uma era conturbada, os representantes escolhidos pelo povo, não os representam, caso o povo tivesse o direito de votar, ele poderia escolher bem ou caso não estivesse a vontade não escolher ninguém. De pronto pensamos o seguinte, o mecanismo eleitoral no Brasil, dá ao pobre o direito de se omitir, claro que para exercer este direito, o ser, tem de comparecer as urnas a cada dois anos, para renová-lo.
Conclusão, vivemos em uma democracia representativa, feita para não representar quase ninguém. Deixando a corte livre para fazer seu trabalho.

Críticas por favor, o texto está curto e assim foi feito para que as críticas fossem cnstruindo um debate. Favor pensar em questões como coeficiente eleitoral, representação estudantil e sindical etc.

Um comentário:

Anônimo disse...

Aqui fica aberta a discussão de várias coisas. Como a cidadania, o direito de voto, a democracia representativa (também cabe estudar se vivemos em uma democracia, e se vivemos, se a representatividade é o método mais eficaz de democracia).

A representação estudantil sempre foi presente apenas no Movimento Estudantil, que junto com as Ligas Camponesas do inicio dos anos 60 até o fadado golpe civil-militar aplicado, é a maior força de oposição e luta contra as forças neoliberais. Mas até mesmo este está defasado e desagregado, resquícios de uma atuação bem organizda de ação de classe tecnocrática.

Já os sindicatos eu vejo com olhos preconceituosos, vejo o peleguismo dos sindicatos atrelados ao velho Partido dos Trabalhadores, que agora já não é mais deles. Os sindicatos que vem se formando, dentro de uma nova unidade sindical, como o Conlutas, não é visto como um órgão representativo, como a CUT. O mesmo se dá com a Conlute, que também é atacado pela UNE. Órgãos representativos que antes eram de luta e combate ao peleguismo e a elite neoliberal se juntaram a essas forças conservadores e reacionárias.

Eu sou um total discrente da "democracia representativa" instituída no Brasil. Qualquer sistema capitalista, representativo ou não, defende os interesses de quem detém o capital, os modos de produção e a permuta de mercadorias. Não é porque nosso sistema é definido como uma democracia representativa que ele é falho. Fosse uma ditadura, como já foi, continuaria representando o interesse de poucos. O sistema é falho, ponto.

Cabe a esses órgãos, que não são reconhecidos como instituições, trazer a luta de volta para a sociedade, alheia e inerte aos acontecimentos. Apenas preocupada com a alta do GNV, com o mosquito da dengue, e com o Juvenal Antena.

Falei demais, deixa mais gente comentar. Velhos falam muito. É porque a gente ja viveu bastante, tem muita história pra contar...