Tudo se move, todos se moldam, mudam, transformam-se em novos seres a cada contato com algo diferente, a cada pessoa nova. A individualidade é uma certeza, todos somos unos, mas não nascemos unos. Na verdade não nascemos nada, cada exemplo e relação, cada experiência vivida, cada topada dada na vida, nos torna diferentes do que éramos 5 segundos antes.
Guardamos conosco uma essência, linhas gerais que formam nosso ser, na qual está delineada a nossa figura interna. Esta essência contudo é formada também com as experiências e emoções. Nesta situação é que emerge o valor da educação e o da escola, visto que esta essência é formada em grande parte na infância até a juventude.
Na escola ocorrem uma série de relações que formam o ser, desde amizades até o aprendizado formal, ou seja a educação formal e a informal. O interacionismo traz consigo esta idéia de que o meio influencia na formação psicológica do ser, a estrutura não define a super-estrutura, não monoliticamente, mas a forma e molda. Não ocorre um big-bang, que faz com que em um simples contato com o meio forma perfeitamente o caráter da pessoa, mas ao longo do tempo a estrutura vai moldando a super-estrutura, fazendo uma espécie de soerguimento, formando uma pessoa com uma essência sendo definida, e quando definida estiver passará a sofrer alterações de maior sutileza.
Seria maravilhoso um sistema educacional, visando a formação do ser, formando seres humanos e não como é o atual, onde mesmo sem obter sucesso no intento este se caracteriza por tentar formar recursos humanos, uma escola de vida, um lugar feito para formar esta essência, não de maneira sistemática e rígida, mas sim levando em consideração a individualidade, está sendo formada justamente pelo contato com a multiplicidade. Em 4 horas diárias torna-se muito díficil, conseguir esta maravilha, ainda mais sem profissionais formados adeequadamente.
Guardamos conosco uma essência, linhas gerais que formam nosso ser, na qual está delineada a nossa figura interna. Esta essência contudo é formada também com as experiências e emoções. Nesta situação é que emerge o valor da educação e o da escola, visto que esta essência é formada em grande parte na infância até a juventude.
Na escola ocorrem uma série de relações que formam o ser, desde amizades até o aprendizado formal, ou seja a educação formal e a informal. O interacionismo traz consigo esta idéia de que o meio influencia na formação psicológica do ser, a estrutura não define a super-estrutura, não monoliticamente, mas a forma e molda. Não ocorre um big-bang, que faz com que em um simples contato com o meio forma perfeitamente o caráter da pessoa, mas ao longo do tempo a estrutura vai moldando a super-estrutura, fazendo uma espécie de soerguimento, formando uma pessoa com uma essência sendo definida, e quando definida estiver passará a sofrer alterações de maior sutileza.
Seria maravilhoso um sistema educacional, visando a formação do ser, formando seres humanos e não como é o atual, onde mesmo sem obter sucesso no intento este se caracteriza por tentar formar recursos humanos, uma escola de vida, um lugar feito para formar esta essência, não de maneira sistemática e rígida, mas sim levando em consideração a individualidade, está sendo formada justamente pelo contato com a multiplicidade. Em 4 horas diárias torna-se muito díficil, conseguir esta maravilha, ainda mais sem profissionais formados adeequadamente.
É bom também levar em consideração que é complicado analisar a individualidade de 50 alunos em 50 minutos semanais, é complicado estimular a liberdade de pensamento, permitir discussões mais livres tendo um programa extenso a ser dado e sem ter tempo hábil, também é muito díficil, um profissional que recebe R$ 100,00 acima do salário mínimo, se qualificar, estudar mais, fazer novos cursos. Aí entra um outro dilema, para conseguir um salário melhor o professor acaba indo dar aulas em 26 colégios, nos quatro cantos da cidade e as vezes do estado.
Isto posto le não tem tempo hábil para se qualificar.
O sistema educacional no Brasil é fadado ao fracasso, sob esta fundação qualquer nova construção vai ruir, é preciso revolver as estruturas do Estado, para que a educação de fato eduque, e não se limita ao mero papel de transmissora de informações. Na era da internet e da facilidade das informações, é um posição muito frágil a que a educação está.
Mais no próximo domingo...
O sistema educacional no Brasil é fadado ao fracasso, sob esta fundação qualquer nova construção vai ruir, é preciso revolver as estruturas do Estado, para que a educação de fato eduque, e não se limita ao mero papel de transmissora de informações. Na era da internet e da facilidade das informações, é um posição muito frágil a que a educação está.
Mais no próximo domingo...
13 comentários:
Para citar a monografia de um jovem amigo meu, esta educação vigente é a política do Estado tecnocrático burguês, transmite informações para ingressar o jovem no mercado de trabalho. A última coisa que se quer, por parte da elite é a conscientização crítica. E isso não se dá apenas no sistema educacional brasileiro. Cabe a derrubada do Estado para a transformação da educação.
Infelizmente quase sempre a teoria é linda e perfeita, enquanto na prática a realização da utopia é um completo fracasso. Esse é também o triste estado da educação.
Porém existe sim um brecha pela qual o professor pode agir para mudar de alguma forma... quando ele está na sala de aula com os alunos ele tem uma boa dose de libertade para agir... se não o faz é por culpa dele, professor, e não do "sistema". Dá pra lutar e não deixar o mar te engulir. Mas é mais fácil só reclamar e colocar a culpa nos outros. Existem mil problemas, mas o real problema da educação é a acomodação dos que trabalham nela. Quando o operário aceita a situação, a mudança está solapada.
não acho que seja só acomodação do professor não, já que ele tem que seguir diversas regulamentações passadas pelo mec.
ele tem o minimo de liberdade, pra poder agir para se possivel criar uma consciência crítica.
o real problema da educação é que não é o professor que comanda, é outra categoria que redige a cartilha de como deve ser guiada a educação.
e se for falar da posição do operário, temos que incluir toda a classe, e não uma categoria, como a do professor. o operário foi cooptado. cabe fazer a cooptação desse operário para a crítica também. o sistema guia toda essa acomodação, não é só uma "preguiça" do professor(operário). a hegemonia da classe dominante se faz predominante, e assim a alienação.
Concordo plenamente com Turner.
Tenho q discordar em diversos graus com o turner e com a Ana.
Gente, o professor ganha 570 reais, professor do Estado. Ele é cobrado pelo colégio e pelos seus colegas a aprovar os alunos para não ter beneficios cortados. Esses mesmos alunos ameaçam professores de morte, depredam suas propriedades, atacam alguns deles em caso de punição ou reprovação. E quem vive com 570 reais? Ele ainda tem que dar aula em diversos colégios para poder se sustentar. Aí a culpa de não mudar é do professor? Que tipo de professor consegue encontrar estimulo em situações dessa? Acho que talvez vcs não consigam compreender em sua total conjuntura. A vida do professor não é só dentro da sala de aula, muito menos sua esfera de atuação. O sistema bate nele de todos os lados, não só o sistema educacional, mas o sistema capitalista q rege o sistema educacional. Não adianta estudar estrutura sem estudar a super-estrutura, e vice-versa.
Há brechas? há. Mas daí acusar que o sistema não muda porque é acomodamento do professor, é diminuir um problema muito grande.
Infelizmente, seguimos o modelo da “educação bancária”, onde os conhecimentos são depositados um a um nos estudantes, ou seja, o aluno é encarado como um banco em que o conhecimento deve ser depositado...com isso, não há o estimulo à criação de um aluno crítico...o que faz com que este apenas assimile o conhecimento sem ao menos ter a chance de criticá-lo, questioná-lo...mas tal fato não é responsabilidade do professor, mas, sim, do espaço educacional que não investe no profissional...cada vez mais, se faz necessária a criação de espaços educacionais críticos...que estimulem os alunos a criticar o conhecimento recebido como tb invista no profissional
É claro que o professor está longe de ser o único responsável pela situação do professor no Brasil, longe disso. Concordo também com todos esses exemplos de ameaças e violências que o professor sobre em sala de aula.
Tudo isso existe sim, mas o que quero dizer é que grande parte dos profissionais adota uma postura passiva, não tem a menor preocupação e ensinar ou construir um senso crítico nos alunos e dão aulas medíocres.
Por mais problemas que existam, há sim possibilidade de dar aula com dignidade e compromisso, mas poucos colocam isso em prática... infelizmente a maioria faz questão de lecionar de forma medíocre.
O que eu quis dizer é isso: a partir do momento que o professor
(O COMENTÁRIO ANTERIOR É MEU....DEU PAU NO COMPUTADOR AQUI RS..).
Complementando:
O que eu quis dizer é isso: a partir do momento que o professor - que é um cara que vem de uma universidade e tem estudo sufuciente pra fazer um leitura crítica da situação - fica numa postura covarde e passiva, a educação passa da fase terminal pra morte definitiva.
Os profissionais adotam uma postura passiva porque não existe uma união de classes. Não digo de categoria, porque existem sindicatos, mas não adotam uma união de classe trabalhadora.
É complicado vc estimular um profissional, nesse sistema explorar, a estimular a critica de alunos pouco ou nada interessados, nas condições de trabalho q ele tem, e com a remuneração q tem. Além do q, a formação profissional das faculdades não prepara professores como preparava, apenas estimula uma pseudo-intelectualidade diletante.
Novamente, Turner, acho que vc reduz um problema de estrutura e super-estrutura, a um problema de individuos. Imagina se o professor recebesse bem, tivesse boas condições de trabalho, um ambiente amigável, enfim, dignidade e compromisso q vc falou que lhes falta quando estão lecionando, porque eles não recebem isso.
A fase terminal da educação não é culpa do professor. Acho que vc deveria estudar um pouco mais a história do Brasil, conhecer os métodos de Paulo Freire, que foi combatido e repudiado para a escolha do Mobral, q serviu apenas para desenvolver analfabetos funcionais, e da escola humanística, que não existe no Brasil. Há um controle que vem de cima no caso da educação. E o professor paga o pato por ser a válvula de escape dessa educação acrítica direcionada para a produção.
Existem diversos empregos em que o profissional é bem remunerado, tem um ótimo ambiente de trabalho e mesmo assim chega tarde, faz um serviço porco e trabalha de má vontade. Eu poderia citar diversos órgãos que conheço e que a situação é assim.
Quem me dera acreditar que o problema fosse uma lógica maior, uma estrutura ou uma superestrutura. Eu sigo a lógica pessimista hobessiana...o homem é lobo de homem, é um ser destrutivo e acomodado.
É claro que as condições de trabalho dos professores são ruins, mas boa parte deles não quer nada e não tem comprimisso algum com mudança. Falo isso porque sou professor e convivo no meio.
Mas digamos que vc esteja certo e que o problema seja da estrutura ou superestrutua. Isso implica que não podemso fazer nada? Então o professor tem que sentar no chão e chorar ou se entregar à acomodação?
Claro que não. Eu entendo que, por mais problemas que vc enfrente e por mais ruim que seja a situação, vc, como cidadão, tem poder pra agir para mudar.
Uma vez dei aula pra uma turma de 30 e ninguém queria nada... Mas eu insistia em tentar buscar neles um senso crítico. No fim do ano, 3 alunos me procuraram e agradeceram, disseram que estão vendo TV e lendo jornais com outros olhos, mais críticos. 10% da turma, mas valeu a pena.
Dá pra fazer algo, é só querer.
Dá pra fazer dá, não cheguei a falar isso. Mas critiquei vc falar que a culpa da educação estar tão defasada, não é o professor.
E a lógica hobbesiana é tão absolutista quanto reacionária, exime qualquer tipo de mudança, o Estado deve controlar e ordenar. Por isso creio que esse tipo de lógica goi superada por especulações nada empíricas, até metafísicas, do homem ser lobo do homem. É justificar problemas demais com uma lógica de fila de banco, de senso comum, quase uma lei de murphy.
"lógica de fila de banco" foi boa... rs rs..
Essa "lógica de fila de banco" não explica tudo sobre a questão da educação, as minhas explicações sobre esse assunto eu já dei nos comentários anteriores.
Citei Hobbes apenas como algo pessoal que eu acredito, sobre a tendência humana de olhar somente para o próprio umbigo, acomodar-se com seu bem estar e ignorar as necessidades do próximo (por isso que todo sistema de governo, seja qual for a natureza dele, pende para uma oligarquia e exploração da maioria em proveito da minoria e por isso também que a ditadura do proletariado é utopia bonitinha e distante).
Acho que o altruísmo é excessão da condição humana, algo não-natural ao seu instinto competidor e aniquilador. Mas essa já é uma discussão pra outro post.
turner.
sua melhor arma contra quem mete o pau, é a boca?
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