sexta-feira, 29 de junho de 2007

Um espectro ronda: o medo do vermelho!

Nesses últimos tempos venho tentando dividir uma visão crítica historiográfica duma visão crítica passional. É complicado, principalmente quando seu estudo é movido pela paixão por algo. No meu caso, pela atividade social, pela igualdade, e por movimentos que procurem melhorar a situação em que vivemos. Inicialmente não lia Marx por pura preguiça, nem outros autores marxistas. Não que eu não continue preguiçoso. Mas a inativadade vai se esvaindo aos poucos. E a revolta vai tomando seu lugar. Tentarei dessa forma ser bastante parcial, mas evitar comentários apaixonados, e que podem ser considerados, por certos (desculpe o termo) reacionários filhos da puta, como panfletários. Não é essa a intenção. somente a conscientização. O que na verdade não interessa para a elite que quer manter o status quo.
Desde o inicio das teorias socialistas que resultariam no comunismo, no século XIX, que mais tarde ficaram denominadas como teoria marxista, ou simplesmente marxismo, eram temidas pelas elites, tanto econômicas como acadêmicas. Uma mudança do caráter do Estado é inaceitável. Uma revolta causa muita desordem, atrapalha muita gente que desde a Revolução Industrial mantém-se no poder financeiro, já que o que existe desde sempre é a manutenção das elites. E aqui vai um comentário MUITO parcial, crítico e apaixonado, que me faz definir tão bem o capitalismo que nem o mais neoliberal conseguirá defende-lo, se ele não for milionário:
"o capitalismo te da liberdade de fazer o que você quiser; você vai de helicóptero para o trabalho todos os dias? não, mas você tem direito de fazer isso; você viaja pra Europa todo mês? não, mas você tem direito há isso; você ta sempre comprando o carro do ano? não, mas você tem a liberdade de comprar se quiser" E agora, se você não pode? isso o capitalismo não resolve.
Por isso as teorias de esquerda são temidas. A mudança de eixo no poder do Estado é muito temível. Não há como prever o que vai acontecer. E isso se dá em todas as instâncias.
Não há como não negar o medo. Agora, o que também não podemos negar é a habilidade dessa classe de manter seu poder. Num mundo cada vez mais volátil, as elites orgânicas procuram institucionalizar e burocratizar o Estado cada vez mais, criando instâncias em cima de instâncias para bloquear o acesso das classes mais pobres, e conseguir manejar e articular situações em seu benefício, sustentando-se no poder por mais de dois séculos. Só nos basta (inclua-se se vestir a carapuça) aprender como atuar para enfrenta-los. A situação é insustentável para quem consegue enxergar através da cortina de fumaça. E olha que ela é muito densa. O caráter desmobilizador do estado burguês é impressionante, e o povo acha mais conveniente ao mesmo tempo se sentir alienado. Por isso que dizem que a ignorância é uma bênção. Provavelmente foi um burguês que bolou esse ditado.
"Avermelhem-se". Não precisa se tornar marxista ou extrema-esquerda. Apenas acorde para sua situação calamitosa e creia. Eles tem muito mais medo de nós do que nós deles. Por enquanto, estudem, procurem saber mais, questionar mais, criticar mais, entender mais. Tem que haver revoltosos. Mas revoltados são funcionalmente mais úteis. Mais futuramente falarei dessa Pan-americano, que somente tirou dinheiro do município. É sr. César Maia, aumento de salário do professor nada, mas parece que a renda destinada para o Pan não era suficiente . E o incrível é que ninguém percebe! E se percebe, caga.
É clichê, mas o bom dos clichês é porque são verdades que doem. "Para que os malvados vençam, basta que os justos não façam nada".

Um comentário:

.mila. disse...

Puta que o pariu! Perdoe-me o palavrão, mas dessa vez você conseguiu despertar o ódio mais profundo dentro de mim. Incrível, pois também estava pensando sobre isso esses dias, quando se diz respeito a alienação da população para apenas viverem de acordo como os burgueses querem.
Falta sim o surgimento de revoltosos, como você mesmo disse, para tentar mostrar que não adianta viver conformado na péssima situação deles..

chega de comentário, não quero ir dormir com ódio no coração!

Beijos