quinta-feira, 31 de maio de 2007

Como iniciar...?

Bem, sempre me pergunto como iniciar um novo espaço de discussão virtual na internet, um blog. Na verdade, uma discussão mais interna, raramente existe um real discussão a respeito de fatos expostos, mas é muito legal quando acontece. E sempre quando iniciando um espaço, penso e repenso como seria a melhor maneira de mostrar meu pensamento sem assustar todos de primeira, para que não voltem nunca mais a ler. E da mesma forma, me afastar cada vez mais da realidade sobre a qual escrevo, para evitar a inflamação emocional, muito presente em tipos populistas, como mais evidente, o já saudoso Leonel Brizola. Falando nele, pensei numa maneira de começar...criticando ou melhor, discutindo algo que venho estudando recentemente...o golpe, ou segundo a visão reacionária, a revolução de 1964 no Brasil.
Porque falar disso? Bem, ja fazem 43 anos desde o golpe de Estado, precocemente produzido, por uma camada do oficialato militar. E gostaria de expor aqui alguns pensamentos que tenho, não de cunho unicamente histórico, mas que possa trazer para a nossa realidade, que afinal, é a função primoridal da história. Como foi algo que aconteceu no nosso país numa história muito recente, não é dificil trazer a nossa realidade. Porém, não vou me delongar, e postarei mais adiante sobre isso.
Meus pais sempre me falavam que "na época da ditadura era uma beleza, não tinha bandido na rua, era bem mais seguro...mas agora, olha como é que ta, nem pode sair de casa direito". Poderia até mesmo pensar como eles. Não é dificil. É muito mais dificil imaginar a realidade daquela época, os problemas financeiros que levaram as pressões dos sindicatos, dos sargentos, da população, como os acadêmicos preconceituosos gostam de falar, "menos favorecida". E mais dificil ainda imaginar como teria ficado nosso país se o golpe tivesse sido evitado. Mas a questão não é essa. A questão é analisar algumas das reticências do regime militar dentro do Brasil.
Digo-lhes, desde já, que a educação como a conhecemos é produto da ditadura. Provas, provões, mobral, vestibular, crédito extra por matéria, por eletiva, por num sei o que...a maneira como nos é apresentado todo o material pedagógico, estudantil...tudo isso é um resultado de um investimento pesado dos militares na nossa educação. Mas não podemos culpar os militares, havia alguém, como sempre há, no apoio. A maior influência financeira se encontra no alto do continente americano, os que se auto-intitulam "americanos", ou seja, donos de tudo isso, que vai do Alaska até a Terra do Fogo, no extremo sul do continente. Mas porque estou falando agora dos "estadounidense"?
Porque o ideário de educação que conhecemos não foi gerado pela ditadura militar. Era, ou melhor, é um esquema que vem de origem estadounidense. Uma educação voltada para o mercado de trabalho, não para formar cidadãos, mas profissionais. Não para gerar crítica, mas conformismo. Não para gerar intelectuais, mas reprodutores de um conhecimento já defasado. Essa é a questão que estou tentando abordar. E falam por ai que investir na educação é a solução para todos (grifarei aqui: TODOS) os problemas do Brasil, levando-o ao progresso. Não posso negar que o investimento na educação é primordial. Mas a educação como conhecemos não forma cidadãos, atuantes, que critiquem, que entendam a sua realidade. Apenas criam profissionais que sabem falar "político é tudo ladrão" e "esse país não tem mais jeito".
Entendam, pesquisam, procurem, se informem, apesar de todas as criticas que futuramente farei neste mesmo espaço sobre o sistema capitalista, nunca se teve tanto acesso a informação na história do homem. Apenas saiba o material que deve realmente ser estudado. Por isso, estude, não porque você tem que estudar, mas porque você precisa, e não nos moldes, de modo padronizado. A crítica é a maior arma do ser humano, quando com razão.

Nenhum comentário: