Bem, sempre me pergunto como iniciar um novo espaço de discussão virtual na internet, um blog. Na verdade, uma discussão mais interna, raramente existe um real discussão a respeito de fatos expostos, mas é muito legal quando acontece. E sempre quando iniciando um espaço, penso e repenso como seria a melhor maneira de mostrar meu pensamento sem assustar todos de primeira, para que não voltem nunca mais a ler. E da mesma forma, me afastar cada vez mais da realidade sobre a qual escrevo, para evitar a inflamação emocional, muito presente em tipos populistas, como mais evidente, o já saudoso Leonel Brizola. Falando nele, pensei numa maneira de começar...criticando ou melhor, discutindo algo que venho estudando recentemente...o golpe, ou segundo a visão reacionária, a revolução de 1964 no Brasil.
Porque falar disso? Bem, ja fazem 43 anos desde o golpe de Estado, precocemente produzido, por uma camada do oficialato militar. E gostaria de expor aqui alguns pensamentos que tenho, não de cunho unicamente histórico, mas que possa trazer para a nossa realidade, que afinal, é a função primoridal da história. Como foi algo que aconteceu no nosso país numa história muito recente, não é dificil trazer a nossa realidade. Porém, não vou me delongar, e postarei mais adiante sobre isso.
Meus pais sempre me falavam que "na época da ditadura era uma beleza, não tinha bandido na rua, era bem mais seguro...mas agora, olha como é que ta, nem pode sair de casa direito". Poderia até mesmo pensar como eles. Não é dificil. É muito mais dificil imaginar a realidade daquela época, os problemas financeiros que levaram as pressões dos sindicatos, dos sargentos, da população, como os acadêmicos preconceituosos gostam de falar, "menos favorecida". E mais dificil ainda imaginar como teria ficado nosso país se o golpe tivesse sido evitado. Mas a questão não é essa. A questão é analisar algumas das reticências do regime militar dentro do Brasil.
Digo-lhes, desde já, que a educação como a conhecemos é produto da ditadura. Provas, provões, mobral, vestibular, crédito extra por matéria, por eletiva, por num sei o que...a maneira como nos é apresentado todo o material pedagógico, estudantil...tudo isso é um resultado de um investimento pesado dos militares na nossa educação. Mas não podemos culpar os militares, havia alguém, como sempre há, no apoio. A maior influência financeira se encontra no alto do continente americano, os que se auto-intitulam "americanos", ou seja, donos de tudo isso, que vai do Alaska até a Terra do Fogo, no extremo sul do continente. Mas porque estou falando agora dos "estadounidense"?
Porque o ideário de educação que conhecemos não foi gerado pela ditadura militar. Era, ou melhor, é um esquema que vem de origem estadounidense. Uma educação voltada para o mercado de trabalho, não para formar cidadãos, mas profissionais. Não para gerar crítica, mas conformismo. Não para gerar intelectuais, mas reprodutores de um conhecimento já defasado. Essa é a questão que estou tentando abordar. E falam por ai que investir na educação é a solução para todos (grifarei aqui: TODOS) os problemas do Brasil, levando-o ao progresso. Não posso negar que o investimento na educação é primordial. Mas a educação como conhecemos não forma cidadãos, atuantes, que critiquem, que entendam a sua realidade. Apenas criam profissionais que sabem falar "político é tudo ladrão" e "esse país não tem mais jeito".
Entendam, pesquisam, procurem, se informem, apesar de todas as criticas que futuramente farei neste mesmo espaço sobre o sistema capitalista, nunca se teve tanto acesso a informação na história do homem. Apenas saiba o material que deve realmente ser estudado. Por isso, estude, não porque você tem que estudar, mas porque você precisa, e não nos moldes, de modo padronizado. A crítica é a maior arma do ser humano, quando com razão.
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